Soa irônico dizer que em um país de desemprego sobram vagas. Mas é a mais pura verdade. Para quem acompanha ainda que de leve as notícias ou reportagens produzidas pela televisão pode perceber isso.
Cada vez mais é destacado que falta profissional para executar tarefas. E por quê? A resposta é simples. Atualmente, o mercado de trabalho está baseado na agilidade, na informação, na especialização e na diversidade de informações adquiridas.
A idéia de um curso superior como diferencial, está praticamente extinta. Hoje em dia, ter ido além do ensino médio funciona quase que como pré-requisito, e por causa disso, não é mais garantia de emprego pra ninguém.
E qual é a garantia de emprego então? Seguir sempre estudando. Se você pensar que estar formado é sinônimo de estar livre de estudar, pode ir preparando o enterro da sua vida profissional. Cada dia que passa, a atualização se torna indispensável. Precisamos ter entendimento em outras áreas para dar às empresas o que elas buscam constantemente: resultados.
Era dos multi-especialistas
A nova era é caracterizada pelos multi-especialistas. É fundamental entender de vários assuntos: administração, finanças, informática, idiomas, trabalho em equipe. E a única maneira de inteirar-se desses quesitos é estudando e informando-se constantemente.
Ainda que seja preciso saber “de tudo um pouco”, precisamos ir com calma nesse conceito. É lógico que primeiramente você precisa ser um ótimo profissional na sua área. Afinal de contas, quem entregaria uma construção a alguém que não fosse engenheiro, ou trataria de uma dor de dente com alguém que não fosse dentista? Ninguém se arrisca.
O ponto de importância chave é que não podemos nos acomodar com o básico, o mercado de trabalho virou uma conquista constante pelo seu espaço. E isso só se consegue através de esforço e de estudo, ou seja, não tem jeito: é estudar e, principalmente, praticar o que foi estudado. O mercado está muito seletivo e justamente por isso, não adianta você ter ótimos conhecimentos se não for capaz de traduzi-los em resultados para a empresa. Porque como já foi dito: somos pagos para gerar resultados. E sem eles, não há emprego.
Conhecimentos mínimos
Nem tudo se resume aos conhecimentos adquiridos em uma grade de ensino superior. Existem algumas competências que são de grande importância independentemente a sua área de atuação.
É importante dominar o Word, que acaba sendo a base de qualquer documento redigido. Saber fazer uma planilha, executando suas fórmulas (no caso dominar o Excel) também tem sua importância. Basicamente noções de Office e Internet estão se tornando cada vez mais indispensáveis.
Fora enrolation!
Mais de um idioma. Essa tecla vem sendo batida antes da necessidade de conhecimentos em informática. O inglês é o idioma mais importante, pois ele pode ser usado como forma de comunicação universal, e para nós, latino-americanos, a necessidade de saber falar espanhol também. Por isso, pare de empurrar seu curso de idiomas com a barriga, pois você em breve precisará dele.
Fora essas habilidades técnicas, vejo importância em salientar outras duas. A primeira deriva da minha grande paixão. Um profissional, não precisar cursar comunicação para precisar saber se comunicar. Independentemente do cargo, saber comunicar-se (seja de forma escrita ou oral) é importante. Dominar técnicas de redação, ter bom vocabulário e uma capacidade de fazer boas apresentações pode auxiliar na busca por uma ascensão no trabalho.
A união faz a força
E, por último, não esqueça do trabalho em equipe. Não importa onde você trabalha, nem o cargo que você ocupa, é fundamental que saiba trabalhar em equipe. Isso não significa que não deva existir competição, porém em doses saudáveis. Mas o fato é que somente o trabalho em equipe é capaz de obter os resultados exigidos atualmente.
Funciona mais ou menos como um time de futebol. Um time pode ser tido como o melhor do mundo, ter todos os craques com salários milionários e a melhor central de treinamento, e ainda assim poderá vir a ser derrotado por um time mediano que conheça bem o significado do termo “trabalho em equipe”. Sabe, a união faz a força? É mais ou menos assim.
Por Gabriela Schuch