*Por: Glauco Bittencourt
O agronegócio representa toda a relação comercial que engloba a pecuária e agricultura. Um termo familiar que muitos desconhecem o real significado. É graças a ele, que a balança comercial brasileira tem fechado com saldo positivo, visto que o mesmo representa 34% do PIB nacional, segundo dados do IBGE.
O Rio Grande do Sul pode se orgulhar de ser um dos estados pioneiros do setor, que começou a ser difundido entre as décadas de 60 e 70, com a revolução da soja. A aptidão brasileira ao agronegócio começa pelo clima, que é amplamente favorável a agricultura, principalmente o plantio de grãos, e pela grande extensão de terras apropriadas para a pecuária.
O vice-presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (FARSUL), Fernando Adauto Loureiro de Souza, fala para a Laborguy. “O agronegócio, hoje, é uma forte tendência, e que dá certo. O clima e a competitividade do nosso mercado influenciam positivamente nesta expansão. Atualmente, somos o país mais industrializado da América do Sul, e um dos maiores exportadores de grãos, principalmente commodities, a nível mundial”, afirma.
O maquinário agrícola usado é de ponta, e os investimentos cada vez mais altos. A expansão não é brecada nem pela crise norte-americana, já que o cenário internacional é avaliado como fantástico pelos produtores, que com a crise global dos alimentos, tem que produzir mais.
Mas como não podia ser diferente, o discurso alarmista por um desenvolvimento sustentável, e a pressão de grupos ambientalistas, afetam os agro-empresários, que suscitam discussões e tentam achar soluções alternativas para problemas em comum do setor, como: uso de defensivos agrícolas, contaminação de lençóis freáticos, desmatamento e empobrecimento do solo.
“É claro que é necessário abrir este tipo de diálogo entre todos os participantes. O desenvolvimento sustentável prevê bem-estar e melhorias para toda a sociedade. É completamente incoerente destruir o meio de onde tiramos nosso sustento. Nós temos promovidos diversos encontros para discussão do tema.”, completa Adauto.
O Brasil busca uma abrangência maior no mercado mundial, onde a demanda sobe a cada ano. A perspectiva de crescimento ainda é grande, e os prós, se considerarmos o desenvolvimento sustentável, parecem tornar o mercado ainda mais atrativo. Por isso, antene-se, agronegócio não é mais um rancho onde se colhe planta e cria, mas sim, um front industrial e comercial.